Chatbots poderão economizar US$ 3,6 bi na saúde até 2022

Guilherme

, Tecnologia

Um relatório divulgado, em outubro, pela Juniper Research mostrou que a economia de custo anual decorrente da adoção de chatbots nos cuidados com a saúde poderão atingir até US $ 3,6 bilhões globalmente em 2022. Em 2017, este valor pode chegar a US $ 2,8 milhões. No total, o crescimento estimado será de 320% ao ano, uma vez que os chatbots alimentados por inteligência artificial (AI) poderão atender pacientes.

Futuramente, por meio do uso de sofisticados sistemas de chatbot, os pacientes poderão acessar os cuidados de forma mais rápida e fácil, consequentemente melhorando o acesso aos cuidados e reduzindo a pressão sobre os sistemas de saúde com excesso de trabalho.

Outra pesquisa realizada pela “Digital Health: Vendor Analysis, Emerging Technologies & Market Previsions 2017-2022”, apontou que, mesmo em caráter experimental, o uso da tecnologia pelo National Health Service (NHS), no Reino Unido, a implantação de chatbots será dominada pelo Extremo Oriente e pela China nos próximos cinco anos. Ainda de acordo com o estudo, mais de metade das economias anuais proporcionadas pelo uso de chatbots serão atribuídas a esta região em 2022.

O levantamento também previu que os chatbots, quando utilizados pelos sistemas de saúde, para triagem de pacientes, teriam um impacto considerável na eficiência do setor. A Juniper instigou os prestadores de serviços a se concentrarem em superar o atual nível de interoperabilidade de muitos sistemas de TI de saúde para permitir que o chatbot demonstre todos os benefícios possíveis. Além disso, citou a segurança dos dados como crítica para manter a confiança do paciente.

Outro ponto destacado pela pesquisa foi que os chatbots enfrentam desafios substanciais nos sistemas de saúde desenvolvidos, como nos EUA e Reino Unido, por serem mais maduros e regulados, tornando-os mais conservadores. A empresa responsável pela primeira pesquisa avalia que esse conservadorismo poderá atrasar a adoção dos chatbots em relação a mercados emergentes, como os da China e Índia, onde as implantações em pequena escala jávem ocorrendo.