Cirurgia guiada por robô possibilita procedimento sem cortes em pacientes com hérnia

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O Hospital e Maternidade Brasil, que conta com o Programa de Cirurgia Robótica da Rede D’Or São Luiz desde maio, realizou mais um tipo de cirurgia às opções disponíveis nos procedimentos guiados por robô, pioneiro no ABC.

Agora é possível realizar cirurgias de hérnia incisional, quando o paciente desenvolve uma nova hérnia no mesmo local onde já havia feito uma cirurgia. Essa inovação possibilita ao paciente alternativas positivas para o tratamento, com mais eficiência que nos métodos tradicionais, menos dor e desconforto no pós-operatório, diminuição na perda de sangue durante a cirurgia, menor tempo de internação e ainda permite recuperação e retorno mais rápido às atividades do dia-a-dia.

Para o Dr. Victor Sergio Stockler Bruscagin, coordenador do programa de cirurgia robótica do Hospital e Maternidade Brasil, essa novidade possibilitará melhor recuperação ao paciente. “Até hoje, essa cirurgia só poderia ser feita pela modalidade aberta, utilizando cortes. Agora, com auxilio do robô, os médicos conseguirão tratar essa lesão por meio de pequenos furos”, explica.

O Robô
O sistema cirúrgico robótico faz parte dos projetos de medicina de ponta em cirurgias de alta complexidade. O sistema cirúrgico de alta tecnologia possibilita a realização de cirurgias minimamente invasivas assistidas por robô para o tratamento de diversas patologias.

O foco do hospital é atuar principalmente nas áreas de urologia e ginecologia, especialidades de referência da unidade, mas também em outras cirurgias como as de cirurgia do aparelho digestivo, geral, bariátrica e oncológica.

Com visão de alta definição em 3D, braços mecânicos eliminam possibilidades de tremor, pois reproduzem com precisão os movimentos do cirurgião de uma maneira mais delicada, harmônica e muito estável.

“O robô se mostra mais vantajoso por permitir ao cirurgião o controle da imagem, pois mostra o que ele quer ver no momento, sem depender de um terceiro indivíduo, que auxiliaria no movimento da câmera, como acontece em uma cirurgia comum de laparoscopia, por exemplo”, explica Dr. Victor Sergio Stockler Bruscagin.

A técnica já é amplamente disseminada no mundo e, em vários hospitais, ocupam quase 90% da preferência das equipes médicas para alguns tipos de procedimento, como a prostatectomia radical (retirada de toda a próstata e vesículas seminais por conta de um câncer) e a histerectomia (retirada do útero com ou sem as trompas e ovários).

Como funciona o sistema
O sistema cirúrgico robótico Da Vinci S é composto por três unidades: um console de comando com binoculares e “joysticks” para controle dos braços, local onde fica o cirurgião; uma torre de vídeo que une as informações do sistema; e o console do paciente, composto pelos quarto braços mecânicos com câmera e instrumentos cirúrgicos. Os instrumentos utilizam pequenas incisões para acessar a área a ser operada, assim como acontece na cirurgia laparoscópica pura. Embora seja conhecido como “robô”, este sistema não executa atividades com autonomia, ele reproduz os comandos, em tempo real, do cirurgião de uma maneira sutil.

Primeira cirurgia no ABC
No último dia 11 de maio, o robô Da Vinci S auxiliou os médicos do Hospital e Maternidade Brasil na primeira cirurgia robótica da região. O procedimento realizado foi a retirada completa da próstata de um paciente.