Exército dos EUA investe US$ 65 mi em interface cérebro-máquina

Guilherme

, Tecnologia

A Darpa, agência de pesquisa em projetos de defesa dos EUA, anunciou ao mercado um investimento de US$ 65 milhões em seis projetos de pesquisa que permitirão a comunicação direta entre máquinas e o cérebro humano. O aporte foi comunicado como parte do programa Nesd, sigla em inglês que significa “Neural Engineering System Design” (desenho de sistemas de engenharia neural).

Os projetos financiados, de acordo com a agência, deverão criar um sistema capaz de converter os sinais eletroquímicos usados pelos neurônios em código binário (um e zero). O órgão de defesa acredita que esse sistema pode melhorar o entendimento dos cientistas sobre os fundamentos neurais da visão, audição e fala, além de, eventualmente, levar a novos tratamentos para pessoas com deficiências sensoriais.

Segundo o portal TechCrunch, dos seis projetos, cinco em universidades e um empresarial que foram contemplados, quatro focam no entendimento sobre como o cérebro processa informação visual e os outros dois pretendem analisar a compreensão  audio visual da linguagem.

 

No primeiro ano de desenvolvimento, os projetos deverão criar hardware, software e conhecimento neurológico para desenvolver uma interface capaz de funcionar em células ou animais. Atingida essa meta, os cientistas focarão na miniaturização dos sistemas e em possíveis processos de implantação em humanos.

Para alcançar o objetivo, será necessário avaliar questões como “energia, comunicação e biocompatibilidade” para o sucesso da interface, aponta a Darpa.

Nessa etapa, as linhas de projeto trabalharão de maneira coordenada com a FDA (Food and Drug Administration), órgão regulatório de alimentos e medicamentos dos EUA que analisará os riscos em longo prazo, privacidade, compatibilidade com outros dispositivos e vários outros aspectos considerados pela regulamentação.

Um desafio comum apresentado pelos seis projetos é  questão energética. As soluções que alimentarão as interfaces precisam ser extremamente econômicas, em relação ao consumo de energia, uma vez que não será possível realizar a troca de baterias.