Laboratório miniaturizado em chip microprocessador facilitará diagnóstico de doenças

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A exemplo dos marca-passos, uma diversidade de dispositivos médicos eletrônicos é utilizada hoje em todo o mundo. Cardioversores desfibriladores implantáveis permitem que médicos monitorem eletrocardiogramas em tempo real, sem necessidade de consulta presencial; implantes cocleares proporcionam aos pacientes uma melhor sensação auditiva; bombas de insulina enviam pequenas doses do hormônio a diabéticos, de forma precisa, contínua e pré-programada, mantendo o controle glicêmico entre as refeições e ao longo da noite.

Os avanços tecnológicos recentemente conquistados na área médica têm como diferencial a tecnologia da informação e, por esta razão, estão em trajetória exponencial. A tecnologia Lab-on-a-Chip (LOC), por exemplo, promete revolucionar o mercado nos próximos anos. O LOC é um dispositivo que pode integrar as funções de laboratório miniaturizado em um único chip microprocessador. Além de eliminar a necessidade de equipamentos caros, proporcionará diagnósticos exatos e de fácil uso.

Epidemiologistas terão acesso a conjuntos de dados riquíssimos, permitindo previsões acuradas. Tanto os dados coletados para fins de diagnóstico quanto informações de doenças do mundo inteiro poderão ser transferidos até uma nuvem, em tempo real, para análises comparativas e posterior pesquisa. Estima-se que a combinação da IA, computação na nuvem e tecnologia LOC promoverá mudanças significativas, permitindo que os próprios pacientes utilizem a tecnologia dentro de casa, liberando tempo e espaço nas salas de emergência dos hospitais.

As novas tecnologias na seara médica revolucionarão as cirurgias de deficiências visuais, tais como a catarata – perda da transparência do cristalino –, apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a maior causa de cegueira no mundo, afetando 47,9% da população. (O glaucoma vem em segundo lugar, com 12,3%.) A despeito dos progressos verificados nas técnicas cirúrgicas nos últimos anos, os serviços médicos em muitos países em desenvolvimento ainda são inadequados, inacessíveis e caros demais para grande parte da população afetada, que, sem recursos para custear a operação, permanece com a enfermidade, ocasionando sérios danos à saúde.