MIT cria sensor ‘comestível’ para exames diagnósticos

Guilherme

, Tecnologia

Uma equipe de pesquisadores do MIT anunciaram na última semana a criação de um sensor flexível que pode ser enrolado e engolido pelos pacientes. Após de ser ingerido, o sensor pode se conectar às paredes do estômago ou intestino do paciente para medir as contrações do órgão e ajudar a diagnosticar doenças e problemas em seu sistema digestório.

O sensor desenvolvido tem as dimenções de dois centímetros por dois centímetros e meio – aproximadamente o tamanho de um selo postal e pode ser enrolado e colocado em uma cápsula simulando um comprimido. Quando a cápsula é ingerida, ela chega até o estômago do paciente e, lá, se dissolve, permitindo que o sensor se afixe na parede do órgão ou, então, siga até o intestino e se estabeleça por lá.

O dispositivo é composto por um material piezoelétrico colocado entre dois eletrodos: um de ouro na parte de cima, e outro de platina na parte de baixo. Esse conjunto é colocado em um polímero com flexibilidade semelhante à de pele humana. Com isso, ele é capaz de se prender nas paredes internas do trato gastrointestinal sem se danificar ou ferir o paciente.

O material usado na composição do sensor gera corrente elétrica quando é deformado mecanicamente conseguindo detectar movimentos feitos pelo estômago ou pelo intestino e transmitir essas informações de maneira remota.

De acordo com um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento, Giovanni Traverso, o dispositivo também pode auxiliar no tratamento de pessoas com obesidade, uma vez que permite monitorar com precisão quando elas ingerem comida ou bebida. “Ter uma ideia do que o paciente está ingerindo é bem útil, porque às vezes é difícil para o paciente se policiar e saber ao certo ele está consumindo”, completa.

ainda de acordo com o MIT, testes preliminares foram realizados em porcos mostraram e o sensor foi capaz de se manter ativo no trato gastrointestinal por dois dias, mas ainda não foi testado em seres humanos. Em breve, segundo a universidade, pesquisadores pretendem continuar aprimorando o dispositivo antes de usá-lo de maneira ampla.